22.4.07

SÃO VALENTM ALENTEJANO




No primeiro dia de São Valentim do nosso namoro fizeste-me um convite todo romântico. Convidaste-me para ir passar um fim-de-semana contigo num Hotel estupendo em Beja. Fiquei tão emocionada. Eu ia rever o meu Alentejo. Já não vou lá há tanto tempo. Até parece um sonho. Começamos a namorar e vamos passar o Dia de São Valentim, juntos ao Alentejo. É bom demais para ser verdade. Parece perfeito. Tudo aquilo que eu sonhei começa a realizar-se. Até pode ser que a caminho possamos visitar os meus pais. Mas a pouco e pouco e ao aproximar do dia 14, a minha emoção e entusiasmo começam a esmorecer. Ao que parece o teu fim-de-semana é a trabalho e eu entro por acréscimo. Afinal, ficaste encarregue de convidar vários casais para irem passar dois dias de borla com tudo pago a troco de algumas fotografias para uma revista cor-de-rosa qualquer. Eu respeito, afinal é o teu trabalho. Mas confesso que senti um pouco de desilusão subir-me pelo peito acima, como uma cobra venenosa vai trepando pelas artérias dos pulmões e não nos deixa respirar. Dói no peito. Nunca gostei que me convidassem para algo que já estava planeado inicialmente sem mim. Não gosto que me convidem por piedade e se alguém costuma ter pena de mim, sou eu e já me chego o suficiente. Eu adoro misturar condimentos mas não gosto de me sentir um pedaço de couve-flor que caiu no meio de chocolate branco. Se ainda forem raspas de chocolate preto no meio de uma tarde de chocolate de leite, tudo bem. Tentas convencer-me que não tem mal nenhum e que serei bem-vinda. Claro que me explicas que terás pouco tempo para estares comigo, pois estarás a trabalhar e a organizar o fim-de-semana, mas que à noite dormimos juntos. E que se eu quiser posso ficar no quarto a descansar e ninguém percebe que eu lá estou. Mas eu não quero ser um membro da resistência, escondida e exilada, resguardando-me dum crime que não cometi. Ouve com muita atenção, eu só vou dizer isto uma vez: não tenho porque me esconder dois dias num quarto de Hotel, não fiz mal a ninguém, nem cometi nenhum pecado mortal. A ideia de estarmos juntos, num dia tão especial, principalmente sendo recém namorados, era para o saborearmos juntos, sozinhos, na companhia e no sorriso um do outro, desfrutando da magia e calma do meu Alentejo. Apesar de insistires para eu me misturar no meio dos famosos, percebo que uma comum mortal alentejana não se iria sentir bem a comemorar um dia especial com não sei quantos Vips estranhos, que não conheço de lado nenhum. Afinal era mesmo demasiado bom para ser verdade, e ainda que imperfeito, percebo que afinal é bem mais romântico ficar sozinha em casa, deitada no sofá a ver o Pretty Woman e a afogar-me numa chávena de chocolate bem quente.

7 comentários:

nena disse...

yá!..fizeste bem, até porque o chocolate quente não engana, mas por outro lado, ías na mesma, apreciavas a paisagem, metias-te nalgumas tascas, talvez conhecesses gente bem mais interessante e divertida,..assim..que nem eu..
para a próxima, vai; e já sabes..telefona-me..eu não te falho my love
como sempre, são lindas e verdadeiras as tuas histórias.
Adoro-te.

pekenina disse...

Acho uma graça à maneira como contas as tuas histórias..... nem sei explicar =) Calculo que sejam verdadeiras mas, se não são, parecem mesmo!!

Mas que é mau servirmos para as horas vagas, lá isso é! Ou é para sermos uma prioridade, ou para sermos mais uma opção não vale a pena!

bjnhs *

Denise disse...

Concordo plenamente com o texto...
Ninguém gosta de se sentir um peixinho fora de água...!

Beijinhos*

pedropina disse...

pronto ok, eu mato a curiosidade: sim foi verdade! aconteceu, com algumas alteraçoes mas a base foi esta!

pedropina disse...

pekenina!!!!!! pk nao consigo publicar coments no teu blog???? oh.....

Nuno disse...

Também detesto ser convidado para coisas que já estavam combinadas. Parece que vêm na minha cara um apelo : "por favor não quero ficar sozinho". Mas quero. Ou se não quero digo que quero e fico mesmo sozinho! E pronto, caneca de chocolate quente e tá feito. ;)

gaohui disse...

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